CCO da Rumo vai operar até 400 trens por dia no próximo semestre

O Centro de Controle de Operações (CCO) da Rumo – a maior concessionária de ferrovias do Brasil – deverá controlar até 400 trens por dia no próximo semestre. A movimentação deve ser três vezes maior que a atual devido ao forte escoamento da safra de soja para exportação.

A Rumo administra ao todo 12 mil quilômetros de ferrovias em seis estado (São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Os produtos agrícolas são as principais cargas dos trens nessa região.

O corredor mais movimentado, entre Rondonópolis (MT) e o Porto de Santos (SP), carrega até oito trens por dia no auge do escoamento da colheita de verão. Como cada composição leva cerca de quatro dias para percorrer os mais de mil quilômetros de trilhos do trajeto, mais de 20 trens carregados de grãos viajam no sentido Centro-Oeste a Santos ao mesmo tempo.

A Rumo vem se preparando para fazer o transporte de uma safra cada vez maior de grãos, das regiões agrícolas para os portos do Sudeste e do Sul do País, com a maior eficiência possível. Um sistema por satélite permite acompanhar todos os trens em tempo real. O serviço envolve uma equipe de 250 profissionais e funciona 24 horas por dia, todos os dias do ano.

A CCO fica em Curitiba, no Paraná, mas emite as mensagens continuamente para guiar os maquinistas em toda a região de abrangência da Rumo. Cinco mesas (postos de comando) controlam as ferrovias de malha métrica (um metro de largura) e quatro as ferrovias da malha larga (1,6 metro). A circulação dos trens é planejada de acordo com a demanda de exportação, o fluxo de cargas nos terminais instalados no interior e a atividade dos portos secos e marítimos. Uma operação complexa, executada com ajuda da tecnologia.

Mesmo com a previsão de aumento de mais de 300% no fluxo de trens, o CCO busca mais ampliar sua eficiência operacional. Os controladores têm a meta de missão de fazer com que os trens viagem em segurança e cheguem a seus destinos no tempo previsto.

Com planejamento e acompanhamento da movimentação, os imprevistos são identificados rapidamente e, mesmo viajando a velocidades controladas, os trens avançam de forma eficiente.

“Hoje, o transit time [tempo de trânsito] está em 95 horas de Rondonópolis a Santos. Isso depende da capacidade e disponibilidade do trecho. O CCO faz a análise de onde há ferrovia disponível e onde podemos ganhar fluidez”, explica o gerente de Operações da Rumo, Francisco de Paula Guimarães.

Em 2015, a Companhia investiu R$ 190 milhões em vias permanentes, com a aplicação de 713 mil dormentes e a instalação de 22 mil toneladas de trilhos, o que permite reduzir as restrições da linha e aumentar a velocidade do trem.

“Todo o fluxo dos trens é controlado de maneira segura. Temos acesso a informações sobre a posição de cada composição e os próximos comandos que serão dados por cada maquinista”, afirma o especialista de Operações Carlos Alberto de Oliveira.

Redação do Paranashop

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